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Sunday, 8 August 2010

Doações

 Ao editar esse meu pedido, senti na Gislaine o carinho da solidariedade.

XXX

Escola rural pede doações de plásticos para pastas escolares Por Gislene Vieira Pereira
Junho 29, 2007
A professora de Educação Infantil Anecy Oncken pede que donos de papelarias ou pessoas que possam ajudar com doações de material escolar entrem em contato. A escola em que ela trabalha, a Escola Rural Municipal do Canhembora, fica na zona rural do Paraná e as famílias dos 20 alunos da pré-escola muitas vezes não têm condições de comprar os materiais necessários para a realização das atividades em classe.
Anecy diz que o material que eles mais necessitam são plásticos perfurados para folhas tamanho A4: "as crianças fazem as tarefas e todo o material é guardado em pastas individuais, para que no fim do ano elas possam levá-las para casa. Isso é uma satisfação muito grande para os pais". Por esse motivo a professora faz questão de salientar a importância de ter o material disponível na escola.
Contatos para doações:
O endereço da professora Anecy Oncken é rua Lauro Consentino, 59E, Barro Branco Morretes – Paraná. CEP – 83350000. Fone: (41) 3462-1868. E-mail: ane.oncken@gmail.com e o endereço da Escola Rural do Canhembora ( CNPJ – 76.022.490?0001-99) fica no Povoado do Candonga - Rio Sagrado Morretes - Paraná. CEP – 83350000. 


FONTE: Sampa Online

O CAMINHÃO

Diante de uma cena comovente, escrevi essa crônica e meu amigo Gustavo, gentilmente publicou no seu Diário Eletrônico do Diário do Litoral do Paraná.

X X X

Tenho observado um aluno e me pego imaginando como é sua convivência com sua família.

O pouco que sei é que sua mãe é deficiente e seu pai alcoólatra.

Certo dia, perguntando aos alunos sobre suas casas e o que possuíam nelas, algumas respostas me surpreendiam.

Um dos alunos respondia timidamente, muitas vezes balançando a cabeça, respondendo sim ou não. Tamanha foi minha surpresa ao saber que em sua casa não há mesa, fogão, televisão etc.

Quando observo sua baixa produtividade nas atividades propostas, procuro não cobrar muito. Na hora do intervalo, vejo que ele gosta muito de pegar uma caminhãzinho para puxá-lo pela cordinha no imenso pátio da escola.

Outro dia, durante a aula, um enorme caminhão furgão fazia manobras perto da escola e percebi que o aluno tentava olhar pela janela, foi quando disse:

- Vai lá Aluno, vai ver o caminhão!

Ele correu para o pátio, com uma expressão de felicidade e ansiedade. Andava de um lado para o outro, bem eufórico.

Tanto eu como a merendeira olhávamos e comentávamos, satisfeitas, sobre seu entusiasmo por ver aquele caminhão. Inclusive os outros alunos também observaram a euforia desse menino.

Fiquei muito emocionada por ver a imensa alegria proporcionada a esse aluno diante de um fato tão simples, tão corriqueiro.

E pensar que estamos na era da informatização e ainda encontramos a felicidade nos gestos mais bucólicos.
FONTE : Correio do Litoral O CAMINHÃO